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DEPRESSÃO, ANSIEDADE E BURNOUT: 3 PATOLOGIAS COMUNS NO AMBIENTE CORPORATIVO

10min de leitura
21 setembro 2022

Segundo dados do INSS, Depressão, Ansiedade e Burnout estão entre as psicopatologias que mais afetam a população e consequentemente afetam e afastam os colaboradores de seus ambientes de trabalho. Estas doenças, quando oriundas do trabalho em si (ansiedade e depressão podem ser relacionadas também a diversos aspectos para além do contexto laboral) podem ter causas ligadas à diversos fatores, como, por exemplo: cobranças excessivas, acúmulo de funções, pressão, inexistência ou pouca interação interpessoal, metas inatingíveis e falta de recursos (incluindo suporte emocional / psicológico).

Vamos conhecer separadamente essas psicopatologias:

ANSIEDADE:
- Preocupação excessiva e constante, principalmente relacionada a possíveis acontecimentos e probabilidades futuras, em diversos aspectos da vida;
- Esse transtorno de ramifica em algumas especificidades, variando de acordo com o caso de cada paciente / diagnóstico, como: Ansiedade de Separação, Fobias, Transtorno do Pânico, Agorafobia, TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada), entre outros.

DEPRESSÃO:

- Doença crônica e recorrente, composta por alteração de humor relacionada a tristeza, desesperança, amargura e até irritabilidade constante;

- Esse transtorno também se ramifica em algumas especificidades, variando de acordo com o caso de cada paciente/diagnóstico, como: Transtorno Depressivo Maior, Distimia, entre outros.

BURNOUT:
- Exaustão, estresse e esgotamento físico derivado do ambiente ou da atividade de trabalho;
- Esse transtorno, por ser especificamente relacionado ao ambiente de trabalho, ainda não possui ramificações diagnósticas.

Essas demandas podem ser percebidas, tanto pelo próprio sujeito, quanto por sua família, amigos e / ou colegas de trabalho. Como a atividade laboral ocupa, geralmente, maior parte do cotidiano do sujeito, muito provavelmente haverá sinais e sintomas perceptíveis nesse período, e uma equipe informada pode auxiliar na percepção, suporte e direcionamento mais assertivo do sujeito à diagnóstico e tratamento corretos.

Além disso, o processo de aprofundamento dessas possibilidades pelo RH (setor de Recursos Humanos) da empresa, proporciona a criação de estratégias de inclinação a melhoria da saúde mental do colaborador, como: palestras informativas, e-mails com conteúdos explicativos, orientação aos gestores para maior atenção ao time (principalmente durante os feedbacks individuais e a relação interpessoal com a equipe como um todo) e contratação de estratégias de saúde mental que serão praticadas dentro e fora da organização, assim como é realizado com a contratação de planos de saúde física, por exemplo.

Quando uma empresa compreende que seus colaboradores são passíveis aos diversos aspectos do adoecimento (físico e / ou mental, emocional), seja em função das próprias condições de trabalho, ou ainda, pelo atravessamento de questões advindas da vida pessoal, é possível atuar de forma assertiva ao suporte e também antecipar possíveis demandas futuras.

Assim como foi um desafio, no passado, a implementação e a motivação para utilização do sistema de saúde física ofertado pelas organizações, ainda é um desafio tanto a implementação, quanto a quebra de tabu para utilização da ferramenta de saúde mental. Porém, é papel da organização trabalhar a ressignificação em relação a esta necessidade, combinando os artifícios acima citados, para o maior conforto do colaborador na hora da busca e da continuidade do tratamento.

E, engana-se a organização que acredita que implementar um serviço de saúde mental vai prejudicar o financeiro e os lucros, dados apontam que os valores arcados com afastamentos em saúde física e mental são muito maiores do que arcar e incentivar o uso dos sistemas específicos para prevenções e tratamentos assertivos e, quando necessário, contínuos.

"Também é preciso manter um canal de comunicação sempre aberto para que colaboradores possam recorrer em caso de queixas ou dúvidas – e reforçar seu uso. A busca ativa também é importante: gestores e profissionais do RH devem estar sempre atentos aos sinais de deterioração mental que os colaboradores podem estar demonstrando. Faltas constantes, queda repentina na produtividade, mudanças repentinas de humor ou de aparência e ausência de comunicação são alertas que devem ser levados em conta." (VC S/A, 2022).

Tanto a cultura do diálogo aberto sobre a pauta de saúde mental, quanto a possibilidade de oferecimento de ajuda profissional, corroboram para que as pessoas não desenvolvam com facilidade ou com tanta durabilidade estes quadros tão comuns ao ambiente corporativo. E, muitas vezes, não é necessária uma conversa longa e robusta, mas simplesmente perguntar como está o colaborador, criar incentivos de diálogo confortável entre os membros da equipe, já demonstra interesse no aspecto emocional e proporciona conforto. Além de proporcionar também medidores importantes de cada colaborador, para a então indicação / orientação de assistências especializadas.

Ainda sim, as organizações estão sujeitas ao aparecimento de casos, entretanto, quando ocorre, mas há tratamento disponível e conhecimento sobre o assunto, os sintomas irão repercutir com muito menos impacto na vida pessoal, no ambiente organizacional e na equipe como um todo, proporcionando melhores resultados e tranquilidade a todos os envolvidos.

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REFERÊNCIAS:
BRUNA, M H V "Depressão", site Dráuzio Varella. FONTE

DSM-5 "Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais", págs 155 - 190.

Exame Carreiras "Ansiedade, Depressão e Síndrome de Burnout: como lidar com problemas intensificados pela pandemia". FONTE

Ministério da Saúde "Síndrome de Burnout". FONTE

VC S/A "Saúde Mental no Trabalho: um guia para empresas". FONTE

Veja Saúde "Ansiedade: o que é, sintomas físicos e psicológicos, e tratamento". FONTE

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