


Em geral, a palavra "relacionamento" costuma aparecer no top 3 em demandas terapêuticas, seja relacionamento amoroso, familiar, profissional ou amizades. Relações saudáveis são o desejo de todos, pois somos seres relacionais, que precisam (seja por quais motivos for) estar na presença, e configurar interação, de outras pessoas.
Em geral as primeiras relações que nos são apresentadas são as relações familiares, o núcleo onde nascemos e/ou somos cuidados, é neste primeiro contato que vamos aprendendo a entender a separação de nós e dos outros, entender algumas questões sobre individualidade e coletividade, seja esse entendimento positivo ou negativo.
Compreendemos também noções sobre empatia, afetos e desafetos, de quem gostamos mais e de quem gostamos menos, e isso é totalmente comum e deve ser encarado com naturalidade, é natural que tenhamos mais conexão com algumas pessoas e menos conexão com outras, independente de serem nossos pais, avós, irmãos, etc.
Seguindo nesta linha de raciocínio, o segundo núcleo principal de interações costuma ser a escola, ou o ambiente religioso para algumas famílias, mas em sendo a escola, que provavelmente é mais popular para a maioria, é onde começamos a entender que existem outras famílias, com outros costumes e outros sistemas de relação.
Começamos a perceber e entender um pouco que os amigos são legais, podemos manter relações com eles, mas são diferentes de nós, mesmo que tenhamos semelhanças e gostos em comum. Que é importante colocar e respeitar os limites, e que nem sempre vamos ser compatíveis com aquela amizade para sempre, pois ao longo do tempo, opiniões e conceitos vão se desenvolvendo, as vezes, de forma divergente, e tudo bem!
Acredito que o terceiro grande nicho de relações vem depois, com a entrada no mercado de trabalho. Onde vamos entender bastante sobre hierarquias, desenvolvimento e crescimento profissional, sonhos e perspectivas de vida, além de comunicação e, também, jogo de cintura.
Em paralelo a isso, temos também as possíveis relações amorosas, que podem vir desde a adolescência, transitando concomitantemente as relações familiares, escolares/universitárias e profissionais. Além, claro, de outras de outros nichos já citados, como religiosas, por exemplo.
Todas essas relações nos apresentam as semelhanças e as diferenças, características únicas dos indivíduos, o que é ou não é compatível, os opostos que funcionam e que não funcionam, mas, no fundo, nos mostram que cada um de nós é único, logo cada interação e cada relação é única e deve ser olhada com exclusividade, atenção e cuidado.
Quando conhecemos alguém, precisamos primeiro entender o que desejamos com esta relação, se é uma amizade, uma relação amorosa ou uma interação de trabalho, para então começar a traçar linhas de comunicação assertiva para cada um dos âmbitos. Um diálogo amoroso, não é o mesmo que um diálogo de trabalho, assim como são relações e objetivos distintos, logo é importante trabalhar nessa identificação e separação mental.
A comunicação é o ouro das relações, comunicar como nos sentimos, o que desejamos, mesmo quando temos que comunicar limites e questões complexas, é então que percebemos o quão preparados estamos para nos relacionar e o quão preparado o outro também está para receber determinadas informações.
A partir do meu entendimento para com a relação, eu irei utilizar de determinadas técnicas e possibilidades de diálogo, o que construirá os pilares destes relacionamentos e destas interações.
Tão importante quanto a comunicação, é a nossa capacidade de escuta. Saber ouvir é importante para que a relação não seja unilateral, expressar objetivos, desejos e dificuldades é tão importante quanto ouvir esses tópicos de quem se relaciona conosco. Uma relação é uma troca, é uma via de mão dupla, então que saibamos falar e que saibamos ouvir.
Traçando objetivo - comunicando com clareza - escutando quem interage comigo, é a forma mais sincera e assertiva de desenvolver uma relação, saber ouvir com atenção e expressar corretamente o que desejamos e sentimos é o que fará a relação ser madura e positiva pelo tempo que se fizer presente.
Se você sente que suas relações não são duradouras, ou que estão sempre compondo conflitos, sem obter momentos de qualidade, vale a pena refletir se o processo de psicoterapia não seria interessante para compor reflexões sobre isso. Muitas vezes, nossos primeiros núcleos de relações, mais nos mostram como não gostaríamos de nos relacionar, fazendo com que fiquemos perdidos para então compreender como gostaríamos de nos relacionar.
A psicoterapia pode te auxiliar a revisitar suas relações, entender as formas de funcionamento, clarear o que não queremos e elucidar o que queremos. Além de auxiliar em formas diversas de comunicação e escuta. Aqui na Versalize você consegue encontrar um(a) profissional de psicoterapia para caminhar contigo nas mais diversas configurações de relação, desenvolvendo e mantendo um contexto de vida saudável.









